(Dorival Caymmi)
Nada como ser rosa na vida
Rosa mesmo ou mesmo rosa mulher
Todos querem muito bem a rosa
Quero eu, todo mundo também quer
Um amigo meu disse que em samba
Canta-se melhor flor e mulher
E eu que tenho rosas como tema
canto no compasso que quiser
Rosas...rosas ... rosas...
Rosas formosas são rosas de mim
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas, de abril
Rosas... rosas... rosas...
Rosas mimosas são rosas de ti
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas de abril
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
São muitas...são tantas / São todas tão rosas
poemas e notas de Rosa Clara dos Santos
sábado, 23 de outubro de 2010
Blues cor-de-rosa
Ele não sabe aonde vai
Nem sabe de onde vem
Não sabe e nem quer saber
Não procura enxergar
Nem um palmo além
Mesmo assim ele quer chegar
Lá também
Todo blues é azul
É o que ele diz
Mas pra ser feliz
Tem que se pintar
De cor-de-rosa
Todo blues é azul
Porque veio de Deus
Mas de dentro
O coração verde
Tem que amadurecer
Não pode amarelar
Tem que amar até ficar...
Sonho dourado
Não se pode
conter a primavera.
No tom da espera ou
Em qualquer outro tom,
Nenhum outono é eterno
e por mais longo
Que seja o inverno,
Há sempre uma nova era.
O meu coração refogado
Feito com repolho
ou couve-flor,
De molho num sonho dourado
Já pode supor
Que será feliz ao teu lado
Regando a raíz,
Louvando o Senhor...
Vivendo ao quadrado:
Aprendendo a amar o amor.
conter a primavera.
No tom da espera ou
Em qualquer outro tom,
Nenhum outono é eterno
e por mais longo
Que seja o inverno,
Há sempre uma nova era.
O meu coração refogado
Feito com repolho
ou couve-flor,
De molho num sonho dourado
Já pode supor
Que será feliz ao teu lado
Regando a raíz,
Louvando o Senhor...
Vivendo ao quadrado:
Aprendendo a amar o amor.
Para Um Adeus
(Thierry M. Motta)
Creio no adeus
como até sempre
- convite para a Eternidade -,
pois prescindo do face a face
por condição
de meu amor ao próximo.
As distâncias se anulam
nas profundidades do ser,
mensuráveis que são
apenas no vôo das borboletas.
Ainda que eu não parta,
as horas me partem e me vou.
Enquanto eu ao teu alcance,
sempre o adeus em olhares.
Do cinema visceral de todos os sentidos
afasto-me:
regressamos Àquele em cujo fogo
vemo-nos íntimos sem espelho
sem fora.
Galáxias desvendo em mim
e nem atino com a pequenez cobiçosa
dos que se aferraram à lua.
Estes são versos
por que me apresento
- convido-vos, me encontrais -,
e de partida, arteriais
cascateiam por lentes, pontes, vésperas
na forma de um canto que fica
até sempre...
Creio no adeus
como até sempre
- convite para a Eternidade -,
pois prescindo do face a face
por condição
de meu amor ao próximo.
As distâncias se anulam
nas profundidades do ser,
mensuráveis que são
apenas no vôo das borboletas.
Ainda que eu não parta,
as horas me partem e me vou.
Enquanto eu ao teu alcance,
sempre o adeus em olhares.
Do cinema visceral de todos os sentidos
afasto-me:
regressamos Àquele em cujo fogo
vemo-nos íntimos sem espelho
sem fora.
Galáxias desvendo em mim
e nem atino com a pequenez cobiçosa
dos que se aferraram à lua.
Estes são versos
por que me apresento
- convido-vos, me encontrais -,
e de partida, arteriais
cascateiam por lentes, pontes, vésperas
na forma de um canto que fica
até sempre...
Para o Amor que nunca morre
Quando o ego insaciável
Se embriaga de ilusões,
A vida é doce no começo
Mas amarga no final;
Fica o gosto amanhecido das paixões.
Quando eu sei que sou criança
Tenho que ser responsável,
Virando a língua do avesso
Por algum avanço espiritual.
E o que é amargo no começo
Vai ser doce no final;
A esperança toma um porre,
Deixa de ser imortal:
Para o amor que nunca morre
Abre-se um enorme portal...
Se embriaga de ilusões,
A vida é doce no começo
Mas amarga no final;
Fica o gosto amanhecido das paixões.
Quando eu sei que sou criança
Tenho que ser responsável,
Virando a língua do avesso
Por algum avanço espiritual.
E o que é amargo no começo
Vai ser doce no final;
A esperança toma um porre,
Deixa de ser imortal:
Para o amor que nunca morre
Abre-se um enorme portal...
Eu Sinto em Cor
(baseado em poema de Andréa Maria Meireles)
Sim, eu vejo em cores
Sim, eu vejo assim
Sim, eu penso em cores
É, eu penso assim
Hoje meu coração amanheceu azul
E a palma das mãos, cor de urucum
Meus pensamentos dourados de amor
Tinham até perfume; perfume de cor
Sim, eu sinto em cores
Sim, eu sinto assim
Cor que aquece, esclarece
Como luva... leve
Pela soma das dores eu vim aprender
Que o aroma das flores também é Você
E que os amores todos são como pequenos rios
Que vão desaguar no Seu amar
(No Seu imenso amar...)
Cor que aquece, esclarece
Como luva, leve
Cor que aquece, esclarece
Como luva, leve...
Estrado afora
A chuva que cai no telhado,
A vida que vai melhorar...
Intacto o estrado da cama
Reclama de tanto esperar.
Você não entende o recado
Mas ainda pode me ajudar;
Agora que estou descansado
Sei por onde recomeçar:
Juntando meus cantos num só,
Num Sol que de ré vai pra lá;
Num sonho que vire do avesso
A tristeza do meu travesseiro.
Não fui o primeiro, mas olha
Que este segundo é pra já:
A vida do amor passageiro
Morre em direção ao mar...
A vida que vai melhorar...
Intacto o estrado da cama
Reclama de tanto esperar.
Você não entende o recado
Mas ainda pode me ajudar;
Agora que estou descansado
Sei por onde recomeçar:
Juntando meus cantos num só,
Num Sol que de ré vai pra lá;
Num sonho que vire do avesso
A tristeza do meu travesseiro.
Não fui o primeiro, mas olha
Que este segundo é pra já:
A vida do amor passageiro
Morre em direção ao mar...
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