Quando o ego insaciável
Se embriaga de ilusões,
A vida é doce no começo
Mas amarga no final;
Fica o gosto amanhecido das paixões.
Quando eu sei que sou criança
Tenho que ser responsável,
Virando a língua do avesso
Por algum avanço espiritual.
E o que é amargo no começo
Vai ser doce no final;
A esperança toma um porre,
Deixa de ser imortal:
Para o amor que nunca morre
Abre-se um enorme portal...
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