poemas e notas de Rosa Clara dos Santos

sábado, 23 de outubro de 2010

Para o Amor que nunca morre

Quando o ego insaciável
Se embriaga de ilusões,
A vida é doce no começo
Mas amarga no final;
Fica o gosto amanhecido das paixões.

Quando eu sei que sou criança
Tenho que ser responsável,
Virando a língua do avesso
Por algum avanço espiritual.

E o que é amargo no começo
Vai ser doce no final;
A esperança toma um porre,
Deixa de ser imortal:

Para o amor que nunca morre
Abre-se um enorme portal...

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